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Educação
30/05/2016 14:21
Professores temem recuo em negociação da greve após anúncio de Vieira da Cunha
Cpers pediu uma proposta que ajude a distensionar crise na educação gaúcha

Em ato organizado pelo Cpers, na manhã desta segunda-feira, na Praça da Matriz, os professores estaduais lamentaram a saída de Vieira da Cunha da secretaria da Educação do Estado. Embora o pedetista ainda não tenha oficializado o anúncio, a exoneração do cargo será necessária para que ele concorra à Prefeitura de Porto Alegre. O temor dos educadores, que entram na terceira semana de greve, é de que a mudança prolongue ainda mais a negociação.

A presidente do sindicato, Helenir Schürer, espera que o secretário cumpra a agenda marcada para esta terça-feira, com a entrega de respostas para as reivindicações dos professores. “Aguardamos para ver se o secretário sai bem, apresentando uma proposta que ajude a distensionar e que a gente volte à normalidade do ano letivo, ou se sai mal, ainda com conflito e o governo não acenando propostas que possam fazer com que voltemos às atividades”, afirmou.

O encontro está previsto para as 9h da manhã, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). Durante esta segunda-feira, centenas de grevistas mantêm mobilização em frente ao Palácio Piratini, enquanto um grupo participa de audiência pública na Assembleia Legislativa, junto a outras categorias de servidores do Estado. O debate é sobre o PL 44, que pode ampliar a intervenção de empresas privadas em serviços prestados por fundações.


Condição fundamental

O Cpers diz que a retirada do projeto de lei pelo Executivo é condição fundamental para o encerramento da greve. Além disso, exigem que o governo desista de outras duas propostas: a redução do plano de saúde para dependentes no IPE e o reenquadramento de professores nos locais de difícil acesso. Reajustes salariais também são cobrados, mas o Piratini antecipou que não terá possibilidade de conceder qualquer tipo de aumento.

A adesão à greve é estimada pelo sindicato em cerca de 70% da categoria. Já o movimento dos estudantes, que também reivindica melhorias nas escolas, já ocupa cerca de 150 colégios no Estado.

Fonte: Correio do Povo

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