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Moda & Estilo
08/08/2016 15:59 (atualizado em 08/08/2016 16:00)
Semana da Alta-costura em Paris apresenta moda artesanal e natural

A Semana de Alta-costura encerrou nesta quarta-feira em Paris com desfiles que combinaram a tendência de uma moda “crafty”, valorizando o artesanal e próxima da natureza. Viktor&Rolf feito à mão. Para marcar seu território, afirmando a tradição artesanal em uma era de transformações, a linha de frente da moda, Dior e Chanel, prestou homenagem aos ateliês, a face invisível da indústria onde a mágica acontece.

Os holandeses Viktor&Rolf também exploraram esse tema com uma coleção que misturou retalhos, entrelaçou e sobrepôs tecidos e cores muito variadas. A natureza está muito próxima, com toques românticos e dos anos 1970.

— Usamos 25 anos de tecidos de nossos arquivos. Tínhamos vontade de olhar para trás em nossa própria história e criar algo novo. A estética é muito ‘crafty’, de maneira exagerada: queremos enfatizar a ideia de é feito à mão — disse Rolf após o desfile.


Jean Paul Gaultier zen e natural

Modelos de cabeleira em tons castanhos, uma passarela de madeira, tonalidades de bronze: Jean Paul Gaultier se afastou da vida urbana e suas turbulências para uma coleção outonal em contato com a natureza. Os vestidos reproduzem os veios da madeira, estampados em cetim e couro ou representados em drapeados entrelaçados.

A palheta de cores combina, usando cores de outono: marrons, ferrugem, verde e cáqui. Jean Paul Gaultier, cuja última coleção foi inspirada na noite parisisense, mostrou dessa vez as paisagens do Japão, guardadas em sua memória após uma viagem.

— Vi jardins magníficos, materiais tratados de uma maneira muito pura, e me veio essa vontade de verde, de zen, de quase ioga, de respiração.

Históricos

Margiela e Valentino para a Maison Margiela, o estilo artesanal faz parte de seus próprios códigos. Seus modelos se sobrepõem, superdimensionam, como um quebra-cabeça de formas clássicas do guarda-roupa.

Dessa vez John Galliano fez isso usando elementos do século 18 e referências à Revolução Francesa, com os último resquícios de coloridas excentricidades antes que se abatesse sobre o vestir a face sombria e puritana do industrial século 19.

Outros modelos têm um estilo mais contemporâneo, como a volta das botas altas cobrindo os joelhos, também vistas nos desfiles da marca Vetements, entre outras. O desfile de Valentino sempre soa como um chamado à ordem e a serenidade do classicismo. Para o que poderia ser sua última colaboração em dupla, Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli buscaram referência histórica, desta ver elizabetana.

Golas, ombreiras e colares suntuosos vestiam as modelos como princesas renascentistas de pureza quase inacessível ou saídas de uma obra de Shakespeare.  A alta-costura em seu caráter mais suntuoso apareceu em uma saia de plumas e em conjuntos que imitavam mantos reais com gola de arminho.

A dupla foi aplaudida de pé. Os dois estilistas quadruplicaram, em cinco anos, as vendas da maison Valentino a ponto dos boatos darem conta que a Dior — que não desmentiu — anunciaria em breve a contração de Chiuri para sua criação artística.

Fonte: Donna

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