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Emoção
23/01/2017 09:48
Vamo vamo, Chape! Chapecoense está de volta
O futebol e a cidade renascem na partida com Palmeiras
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS


Já corriam 71 minutos de partida entre Chapecoense e Palmeiras quando trilou o apito do árbitro Heber Roberto Lopes, que parou o jogo na Arena Condá.

Naquele instante, em que o placar era de Verdão do Oeste 2 x 1 Verdão Paulista (o jogo terminou empatado em 2 a 2), a bola parou de rolar por um minuto.

Era o momento de orar pelas 71 vítimas do voo da LaMia, entre eles jornalistas esportivos e quase todo o time profissional da Chapecoense.

A oração veio em voz alta, em milhares de vozes, com o hino Vamo, Vamo Chape!Chape começou assim, depois foram todos os atletas substituídos.

A parada serviu para reforçar que não estávamos diante, apenas, de um jogo de futebol, mas de um evento que misturou sentimentos fortes com esperança.

O que presenciávamos era o renascimento de um time e, com ele, de toda uma cidade e uma região. A maior homenagem possível aos heróis que partiram foi esta: oração e, antes e depois, ação com bola rolando.

Em campo, emoção e mais emoção. Havia bola rolando, mas os olhares do planeta estavam voltados para os detalhes, um deles, ainda antes do apito inicial, chamava atenção: o troféu da Sul-Americana, postado, imponente, à frente da torcida.

A taça que repousa em solo chapecoense e que jamais os guerreiros que morreram antes desta batalha pelo título puderam por ele lutar.

Familiares dos jogadores receberam medalhas em nome dos atletas vítimas no acidente. No gramado, uma história à parte.

Havia bola rolando, sim, mas a torcida não queria cobrar espetáculo dos atletas, nem mesmo dos convidados, o campeão brasileiro Palmeiras, queria era conferir os novos índios guerreiros e familiar.

Fonte: Diário Catarinense

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